Bebês nascidos prematuros têm pulmões ainda em desenvolvimento e um risco aumentado de complicações respiratórias ao longo da infância. O acompanhamento especializado desde cedo faz toda a diferença para a qualidade de vida dessas crianças.
Os pulmões completam seu desenvolvimento somente após as 36 semanas de gestação. Bebês nascidos antes desse período chegam ao mundo com alvéolos imaturos e surfactante insuficiente — a substância que mantém os pulmões abertos.
Essa imaturidade aumenta o risco de complicações como a displasia broncopulmonar (DBP), chiados recorrentes, asma e maior vulnerabilidade a infecções respiratórias graves como bronquiolite por VSR. Quanto menor a idade gestacional ao nascer, maior o risco.
O ideal é que o acompanhamento pulmonar do prematuro comece ainda durante a internação na UTI neonatal ou logo após a alta hospitalar, especialmente para:
Os pulmões continuam se desenvolvendo até a adolescência, o que dá ao pulmão do prematuro uma grande capacidade de recuperação. Muitos prematuros, com acompanhamento adequado, têm função pulmonar normal na vida adulta. Casos de DBP grave podem ter limitação residual, mas o tratamento precoce minimiza esse impacto.
O palivizumabe é um anticorpo que protege contra bronquiolite grave pelo VSR. É indicado para prematuros de alto risco nos primeiros 2 anos de vida e aplicado mensalmente durante a temporada do vírus. A indicação é avaliada caso a caso pela pneumologista.
Se a criança está bem, sem chiados frequentes ou infecções recorrentes, pode ser que esteja evoluindo bem. Mas uma avaliação ainda é recomendada para garantir que o desenvolvimento pulmonar está adequado para a idade e para orientar a família sobre sinais de alerta.
A Dra. Isabella tem experiência no seguimento respiratório de prematuros e recém-nascidos de alto risco.
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