A pneumonia é uma das principais causas de hospitalização infantil no Brasil. Diagnóstico rápido, tratamento adequado e acompanhamento especializado são fundamentais para a recuperação completa e para evitar sequelas.
A pneumonia é uma infecção do tecido pulmonar — os alvéolos, onde ocorre a troca de oxigênio, ficam inflamados e preenchidos com secreção. Pode ser causada por bactérias (mais comum e mais grave), vírus, fungos ou outros microrganismos.
Diferente de uma bronquiolite ou bronquite, a pneumonia afeta diretamente o parênquima pulmonar. Crianças menores de 5 anos, prematuras, desnutridas ou com doenças de base têm maior risco de complicações.
O diagnóstico é feito pelo exame clínico (ausculta pulmonar) e, quando necessário, radiografia de tórax. Exames de sangue ajudam a identificar o agente causador e a gravidade.
Pneumonias de repetição — crianças que têm 2 ou mais pneumonias por ano precisam de investigação especializada para identificar causas subjacentes como imunodeficiência, asma não controlada, refluxo ou malformações.
Não. Pneumonias leves a moderadas em crianças saudáveis podem ser tratadas em casa com antibiótico oral e acompanhamento ambulatorial. A internação é indicada quando há comprometimento da saturação de oxigênio, desidratação, ausência de resposta ao antibiótico oral ou pneumonia grave desde o início.
Na maioria dos casos, crianças saudáveis se recuperam completamente sem sequelas. Pneumonias muito graves, negligenciadas ou causadas por certos agentes (como pneumococo) podem deixar cicatrizes no pulmão. A radiografia de controle após a recuperação clínica confirma a resolução completa.
As vacinas do calendário nacional (pneumocócica, influenza, COVID-19) são a principal proteção. Além disso: aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, ambiente sem fumaça de cigarro, higiene das mãos e evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias ativas.
A Dra. Isabella avalia cada caso individualmente e investiga causas subjacentes quando necessário.
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